segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

O CONFLITO INVENTADO: COMO A SOCIEDADE MODERNA TRANSFORMOU DIFERENÇA EM OPRESSÃO

 

📍 Por: Sha’ul Lamunier Ben Yahwdah
Teólogo YaHWd Netzari – Graduado pelo CATES - Centro Avançado de Teologia Ensinando de Sião
Filiado ao MJBI – Messianic Jewish Bible Institute e ao NetivYaH Bible Instruction Ministry – YaHWshalayim

PARTE I — ORDEM, DIFERENÇA E COMPLEMENTARIDADE DESDE O PRINCÍPIO

1. A base da sociedade: diferença não é opressão

Desde o princípio da civilização — e antes mesmo dela — a humanidade se estruturou sobre diferenças reais, objetivas e funcionais entre homens e mulheres. Essas diferenças não surgiram por imposição cultural, mas por natureza biológica, fisiológica e psicológica.

Homem e mulher não são iguais, e jamais foram.
Mas diferente não significa inferior.

A confusão moderna começa exatamente aqui:

igualdade de dignidade foi substituída por igualdade de função, algo que nunca existiu e nunca funcionou.

A história demonstra que sociedades prosperaram quando compreenderam a complementaridade, e entraram em colapso quando tentaram apagar as diferenças.


2. Papéis originais: divisão natural do trabalho

Durante milênios — não décadas, mas milênios — a humanidade se organizou de forma relativamente constante:

  • O homem assumia:

    • Trabalho pesado

    • Construção

    • Defesa territorial

    • Caça

    • Guerras

    • Atividades de alto risco físico

  • A mulher assumia:

    • Gestação e amamentação

    • Cuidado da prole

    • Organização do núcleo familiar

    • Transmissão de valores

    • Coesão emocional e social

Isso não foi opressão, foi especialização funcional.
Nenhuma sociedade antiga “debateu gênero” — ela sobreviveu porque respeitou a realidade.


3. O mundo moderno só existe por causa desse modelo

Um ponto que raramente é dito, mas é absolutamente verdadeiro:

A mulher moderna só pôde ocupar o espaço social que ocupa hoje porque homens, por séculos, sustentaram sozinhos a estrutura da civilização.

Estradas, pontes, redes elétricas, sistemas de esgoto, portos, ferrovias, prédios, indústrias, exércitos, fronteiras, códigos legais — tudo isso foi erguido majoritariamente por homens, muitas vezes ao custo da própria vida.

Enquanto isso:

  • Mulheres eram preservadas do trabalho extremo

  • Não eram enviadas à guerra

  • Não morriam em minas, canteiros de obra ou campos de batalha

Isso não era desprezo, era proteção.


4. A entrada da mulher no mercado: evolução, não ruptura

Quando a mulher passa a ocupar funções profissionais — médicas, advogadas, engenheiras, professoras — isso ocorre num mundo já estruturado, funcional, organizado.

Isso não é um problema. Pelo contrário:

  • É resultado da evolução social

  • É fruto de estabilidade

  • É possível porque o sistema já estava pronto

O erro moderno é afirmar que:

“A sociedade só funciona porque agora a mulher trabalha.”

Isso é historicamente falso.

A sociedade já funcionava.
A mulher passou a integrar novas funções, e isso pode ser positivo quando não há negação da realidade biológica.


5. Limites reais não são preconceito

Existem funções que exigem força física extrema, resistência biomecânica e agressividade controlada — características predominantemente masculinas.

Negar isso é negar:

  • A biologia

  • A medicina

  • A estatística

  • A própria realidade

Reconhecer que:

  • Homens são, em média, mais fortes

  • Mulheres são, em média, mais frágeis fisicamente

não é machismo, é honestidade científica.

A tentativa de impor igualdade absoluta de desempenho não empodera a mulhera expõe ao risco.


6. O erro do feminismo ideológico moderno

Aqui chegamos ao ponto central.

O problema não é a valorização da mulher,
o problema é o feminismo ideológico, que:

  • Não busca harmonia, mas conflito

  • Não busca igualdade de dignidade, mas superioridade

  • Não busca justiça, mas ressentimento

  • Não busca convivência, mas separatismo

Esse feminismo:

  • Demoniza o homem

  • Reescreve a história

  • Trata toda diferença como opressão

  • Criminaliza a masculinidade

Isso não constrói sociedades, as fragmenta.


7. Machismo x realidade

Outro erro grave da modernidade:

Confundir crime com masculinidade.

Um homem não comete violência porque é homem.
Um homem comete violência porque:

  • É criminoso

  • É perverso

  • É moralmente falho

  • Ou foi ideologicamente corrompido

Da mesma forma:

  • Mulheres também cometem crimes

  • Mulheres também podem ser violentas

  • Mulheres também podem agir com crueldade

Crime é desvio de caráter, não expressão de gênero.


8. A incoerência moderna exposta pela guerra

O exemplo da guerra da Ucrânia é emblemático.

Quando:

  • Conforto social existe → “gênero é fluido”

  • Responsabilidade extrema surge → “sou mulher”

Isso revela uma verdade incômoda:

No momento do sacrifício real, a ideologia desmorona diante da biologia.

A guerra expõe aquilo que o discurso tenta esconder:

  • Homens são convocados

  • Homens morrem

  • Homens defendem territórios

Não por opressão, mas por capacidade física e função histórica.


Encerramento da Parte I

Nesta primeira parte, estabelecemos:

  • A diferença natural entre homem e mulher

  • A complementaridade funcional

  • A falsidade da narrativa de opressão estrutural

  • O erro do feminismo ideológico moderno

  • A incoerência da sociedade contemporânea

Na Parte II, aprofundarei:

  • As consequências sociais do separatismo ideológico

  • A destruição da família

  • O impacto psicológico nos homens e mulheres

  • A falsa guerra entre gêneros

  • O caminho para restauração da harmonia social


PARTE II — QUANDO A IDEOLOGIA SUBSTITUI A REALIDADE

9. O separatismo ideológico e a guerra artificial entre os sexos

A sociedade moderna criou um conflito que nunca existiu de forma estrutural:

homens contra mulheres.

Essa guerra não nasceu da realidade, mas da doutrinação ideológica, que precisa de inimigos para se sustentar.

O discurso dominante ensina:

  • Homens são opressores por natureza

  • Mulheres são vítimas por definição

  • Relações naturais são “relações de poder”

  • Família tradicional é “instrumento de dominação”

O resultado?

  • Desconfiança mútua

  • Relações afetivas frágeis

  • Homens acuados

  • Mulheres frustradas

Uma sociedade que coloca seus membros uns contra os outros não avança — implode.


10. A destruição da família como efeito colateral (ou objetivo)

Não é coincidência que, junto ao feminismo ideológico, venham:

  • Desvalorização da maternidade

  • Desprezo pelo casamento

  • Incentivo à solidão

  • Normalização do rompimento familiar

A família sempre foi:

  • Núcleo de estabilidade social

  • Escola de valores

  • Rede de proteção emocional

Quando se destrói a família:

  • O Estado cresce

  • A dependência aumenta

  • A identidade se perde

  • A solidão se torna regra

Uma sociedade sem famílias fortes não produz cidadãos livres, produz indivíduos controláveis.


11. O impacto psicológico nos homens

O homem moderno vive uma contradição brutal:

  • É cobrado a proteger

  • É cobrado a prover

  • É cobrado a sustentar

Mas ao mesmo tempo:

  • É acusado de opressor

  • É desestimulado a ser masculino

  • É punido por liderar

  • É ridicularizado por ser forte

O resultado é:

  • Homens confusos

  • Homens apáticos

  • Homens sem propósito

  • Homens emocionalmente isolados

Isso não beneficia a mulher.
Mulheres não ganham quando homens são destruídos.


12. O impacto psicológico nas mulheres

À mulher foi vendido um mito moderno:

“Você será plenamente feliz quando não precisar de ninguém.”

Mas o que vemos é:

  • Aumento de ansiedade

  • Aumento de depressão

  • Sensação de vazio

  • Solidão crônica

Ao desvalorizar:

  • A maternidade

  • O cuidado

  • O vínculo

  • A complementaridade

A ideologia arrancou da mulher aquilo que sempre lhe deu força:
o poder de gerar, nutrir, formar e manter laços.

Empoderamento que gera infelicidade não é libertação.


13. Igualdade jurídica ≠ negação da natureza

Uma sociedade saudável entende que:

  • Homens e mulheres têm igual dignidade jurídica

  • Direitos civis devem ser preservados

  • A lei deve proteger a todos

Mas isso não exige:

  • Negar diferenças biológicas

  • Forçar igualdade de desempenho

  • Criar privilégios ideológicos

  • Criminalizar comportamentos naturais

Quando a lei passa a ser instrumento ideológico, ela deixa de ser justa.


14. O erro moral de demonizar o passado

Outro pilar da ideologia moderna é:

“Tudo no passado era opressão.”

Isso é falso.

Sem o passado:

  • Não haveria presente

  • Não haveria estrutura

  • Não haveria direitos

  • Não haveria liberdade de escolha

O passado teve excessos? Sim.
Mas também teve ordem, estabilidade, continuidade e propósito.

Uma sociedade que odeia sua própria história não tem futuro.


15. Harmonia não é submissão, é cooperação

O modelo saudável nunca foi:

  • Homem manda, mulher obedece
    nem:

  • Mulher domina, homem se cala

O modelo sempre foi:

  • Homem lidera com responsabilidade

  • Mulher influencia com sabedoria

  • Um protege

  • O outro sustenta emocionalmente

  • Ambos constroem juntos

Isso é harmonia.
Isso é cooperação.
Isso é civilização.


16. Masculinidade e feminilidade não são inimigas

Masculinidade saudável:

  • Coragem

  • Força

  • Autocontrole

  • Proteção

  • Sacrifício

Feminilidade saudável:

  • Sensibilidade

  • Nutrição

  • Empatia

  • Organização

  • Continuidade

Quando essas forças cooperam:

  • Famílias prosperam

  • Crianças crescem seguras

  • Sociedades se estabilizam

Quando são colocadas em guerra:

  • Tudo desmorona


Encerramento da Parte II

Nesta parte vimos:

  • O efeito destrutivo do separatismo ideológico

  • A ruína da família

  • O impacto psicológico em homens e mulheres

  • A mentira do empoderamento sem propósito

  • A necessidade de restaurar cooperação e ordem

Na PARTE III, concluirei com:

  • Caminhos práticos para restauração social

  • O papel do homem hoje

  • O papel da mulher hoje

  • Como reconstruir harmonia sem retroceder no tempo

  • Uma síntese clara e poderosa para uso em artigo ou manifesto


PARTE III — RESTAURAR A HARMONIA SEM NEGAR A REALIDADE

17. O erro de achar que progresso exige ruptura

Um dos maiores enganos da sociedade moderna é acreditar que avançar significa romper com tudo o que veio antes.
Isso não é progresso — é amnésia histórica.

Sociedades não evoluem destruindo seus fundamentos, mas:

  • aperfeiçoando o que funciona

  • corrigindo excessos

  • preservando princípios

A tentativa de reescrever a natureza humana não produziu liberdade, produziu confusão identitária.


18. O papel do homem na sociedade atual

O homem não precisa ser:

  • Um tirano

  • Um bruto

  • Um dominador

Mas também não pode ser:

  • Passivo

  • Desresponsabilizado

  • Infantilizado

  • Silenciado

O papel masculino saudável hoje é:

  • Liderar com responsabilidade

  • Proteger sem oprimir

  • Trabalhar com propósito

  • Ser referência moral

  • Assumir riscos quando necessário

Uma sociedade sem homens fortes não protege mulheres nem crianças.


19. O papel da mulher na sociedade atual

Da mesma forma, a mulher não precisa ser:

  • Submissa

  • Apagada

  • Limitada intelectualmente

Mas também não precisa negar:

  • Sua feminilidade

  • Sua vocação para o cuidado

  • Sua capacidade de gerar vida

  • Seu poder de influência social

A mulher pode:

  • Trabalhar

  • Liderar

  • Produzir

  • Criar

Sem desprezar:

  • A maternidade

  • A família

  • O vínculo

  • A cooperação com o homem

Quando a mulher precisa se masculinizar para ser respeitada, algo está errado com a sociedade — não com ela.


20. Igualdade verdadeira: dignidade, não identidade

A igualdade que funciona é:

  • Igualdade de valor

  • Igualdade perante a lei

  • Igualdade de respeito

A igualdade que falha é:

  • Igualdade forçada de função

  • Igualdade de desempenho físico

  • Igualdade ideológica artificial

Homem e mulher não são versões diferentes da mesma coisa.
São realidades distintas que se completam.


21. Feminismo ideológico não representa as mulheres

É essencial dizer com clareza:

O feminismo ideológico não fala por todas as mulheres.

Milhões de mulheres:

  • Querem família

  • Querem filhos

  • Querem parceria

  • Querem cooperação

  • Querem paz social

Mas são silenciadas por um discurso agressivo que:

  • Usa a mulher como instrumento político

  • Transforma frustrações individuais em doutrina

  • Precisa manter o conflito vivo para existir

A mulher não precisa odiar o homem para ser respeitada.


22. Machismo real x espantalho ideológico

Machismo real existe?
Sim:

  • Violência

  • Abuso

  • Desrespeito

Isso deve ser combatido com lei, justiça e moralidade.

Mas o que se chama hoje de “machismo” inclui:

  • Liderança masculina

  • Força física

  • Diferenças naturais

  • Papéis tradicionais

  • Proteção e provisão

Quando tudo vira opressão, nada mais é levado a sério.


23. A harmonia como princípio civilizacional

As grandes civilizações prosperaram quando:

  • Homem e mulher cooperaram

  • Família foi valorizada

  • Responsabilidade foi exigida

  • Sacrifício foi honrado

Elas entraram em decadência quando:

  • Papéis foram ridicularizados

  • Laços foram rompidos

  • Deveres foram abandonados

  • Direitos viraram privilégios ideológicos

A história não perdoa sociedades que negam a realidade.


24. O caminho do meio: ordem, respeito e cooperação

Não se trata de:

  • Voltar ao século XIX
    nem de:

  • Abraçar o caos ideológico do século XXI

Trata-se de:

  • Resgatar o que é verdadeiro

  • Preservar o que é funcional

  • Ajustar o que precisa evoluir

  • Rejeitar o que é destrutivo

Homens e mulheres não são inimigos, são aliados naturais.


25. Síntese final

Podemos afirmar, com clareza e sem medo:

  • Diferença não é opressão

  • Complementaridade não é submissão

  • Ordem não é tirania

  • Harmonia não é atraso

  • Ideologia não substitui a biologia

  • Civilização não sobrevive ao conflito interno

A sociedade moderna precisa menos de slogans e mais de realidade.
Menos de guerra entre sexos e mais de cooperação entre seres humanos.


Conclusão

A defesa dos papéis originais não é um ataque às mulheres,
é uma defesa da harmonia social, da família, da estabilidade e da continuidade civilizacional.

Quando homem e mulher caminham juntos, respeitando suas diferenças e assumindo suas responsabilidades, todos ganham.



Bibliografia

Filosofia e Sociedade

  • ARISTÓTELES. Política. São Paulo: Martins Fontes.

  • ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Edipro.

  • BURKE, Edmund. Reflexões sobre a Revolução na França. São Paulo: Topbooks.

  • SCRUTON, Roger. Como Ser um Conservador. Rio de Janeiro: Record.

  • SCRUTON, Roger. O Uso da Filosofia. São Paulo: É Realizações.


Sociologia e História Social

  • DURKHEIM, Émile. Da Divisão do Trabalho Social. São Paulo: Martins Fontes.

  • TOCQUEVILLE, Alexis de. A Democracia na América. São Paulo: Martins Fontes.

  • LASCH, Christopher. A Cultura do Narcisismo. Rio de Janeiro: Imago.

  • HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos. São Paulo: Companhia das Letras.


Biologia, Evolução e Diferenças Sexuais

  • DARWIN, Charles. A Origem do Homem e a Seleção Sexual. São Paulo: Hemus.

  • PINKER, Steven. Tábula Rasa: A Negação Moderna da Natureza Humana. São Paulo: Companhia das Letras.

  • PINKER, Steven. Os Anjos Bons da Nossa Natureza. São Paulo: Companhia das Letras.

  • SOMMER, Doris. Diferenças Sexuais e Cultura. Oxford University Press.


Psicologia e Desenvolvimento Humano

  • JUNG, Carl Gustav. O Eu e o Inconsciente. Petrópolis: Vozes.

  • JUNG, Carl Gustav. Arquétipos e o Inconsciente Coletivo. Petrópolis: Vozes.

  • FRANKL, Viktor. Em Busca de Sentido. Petrópolis: Vozes.

  • PETERSON, Jordan B. 12 Regras para a Vida. Rio de Janeiro: Alta Books.


Crítica ao Feminismo Ideológico e Estudos de Gênero

  • PAGLIA, Camille. Sexual Personae. São Paulo: Companhia das Letras.

  • PAGLIA, Camille. Vamps & Tramps. New York: Vintage Books.

  • SOMMERS, Christina Hoff. Who Stole Feminism? New York: Simon & Schuster.

  • SOMMERS, Christina Hoff. The War Against Boys. New York: Simon & Schuster.


Família, Cultura e Civilização

  • DALRYMPLE, Theodore. Podres de Mimados. São Paulo: É Realizações.

  • DALRYMPLE, Theodore. Nossa Cultura, O Que Restou Dela. São Paulo: É Realizações.

  • MURRAY, Charles. Coming Apart. New York: Crown Forum.

  • BELL, Daniel. As Contradições Culturais do Capitalismo. São Paulo: Cultrix.


Direito, Sociedade e Responsabilidade

  • RAWLS, John. Uma Teoria da Justiça. São Paulo: Martins Fontes.

  • BOBBIO, Norberto. A Era dos Direitos. Rio de Janeiro: Elsevier.


Observação editorial

Essa bibliografia:

  • Sustenta o texto sem depender de fontes religiosas

  • Dialoga com pensadores de diferentes linhas

  • Dá base científica, histórica e filosófica

  • Evita rótulos ideológicos fáceis

  • Aumenta a autoridade intelectual do artigo

Se quiser, posso:

  • Adaptar a bibliografia ao formato ABNT

  • Reduzir para uma versão mais curta (essencial)

  • Ajustar para Blogger ou artigo acadêmico

  • Inserir citações diretas no corpo do texto



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